terça-feira, 15 de novembro de 2011

Frentes usam números como armas de convencimento.

 No programa eleitoral veiculado ontem, as frentes que defendem a divisão do Estado bateram na tecla de que o plebiscito “não é uma guerra, mas sim uma consulta democrática”. Segundo as frentes que defendem o sim, o Pará do jeito que está gera apenas muitos problemas e com poucos recursos para resolvê-los. “Em 2010 o governo pagou R$ 400 milhões em dívidas e contraiu dívidas de R$ 756 milhões. Isso é déficit fiscal”, disse o programa.
Segundo os que defendem o Pará repartido em três, cada um dos Estados terá sua receita aumentada a cada ano. “Quanto mais perguntas o povo fizer, mas poderá se informar e terá mais subsídios para decidir seu voto”. O programa criticou ainda supostas inverdades que estariam sendo divulgadas pelos contrários à divisão, entre os quais políticos e empresários “interesseiros”, que estariam por trás do movimento. “Isso não é verdade. O plebiscito foi uma oportunidade dada pelos 81 senadores da República para que o debate seja feito. E quem verdadeiramente está por trás do ‘não’?” questionou o programa.
NÃO
Já as frentes contrárias à divisão destacaram mais uma vez que, com a divisão, 83% das terras do Pará serão retiradas. “O plebiscito decidirá o destino de sete milhões de pessoas. Estudos mostram que hoje o Pará é a 13ª economia do país. Com a divisão, cairia para 17ª posição no ranking. Faltará investimentos, recursos e aumentará a pobreza”, colocou o programa.
Ainda segundo os contrários à divisão, até 2014 serão investidos no Pará mais de R$ 130 bilhões e, segundo o programa, “a divisão ameaçará isso tudo”. Segundo as frentes contra a divisão, apenas para estruturar as duas máquinas administrativas dos dois novos Estados serão necessários mais de R$ 5 bilhões, com construções de dois novos Tribunais de Justiça, duas novas Assembleias Legislativas, dois novos Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios”.
Ainda segundo os contrários à divisão, o déficit anual do Estado do Carajás alcançaria R$ 1 bilhão, somado a mais R$ 800 milhões do Estado do Tapajós. “Se dividir haverá apenas novas despesas e todos perderiam. Se dividir é o povo quem paga a conta”, afirmando que muitos chegaram ao Pará, cresceram e se deram bem e agora querem dividir o Estado. “Políticos querem chegar aqui e se dar bem com a divisão”, acusou o programa.
(Diário do Pará)

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