quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Museu Aracy Paraguaçú completa 5 anos sem comemoração.

O museu de Itaituba deveria ser assim
 O Museu Municipal Aracy Paraguaçu, de Itaituba, criado no ano de 1993, comemora nesta quinta-feira, dia 17, cinco anos de implantação. Aliás, comemorar pode ser uma questão eufemística para lembrar a importância de sua criação, porque não foi montada nenhuma programação para dar relevância a esse dia.
A professora Regina Lucirene Macedo, que está sempre à frente na coordenação do Museu, à nossa reportagem diz que lamenta a falta de apoio que ainda é grande por parte da população e do poder público.
Apesar de ser considerado um dos maiores museus do interior do Pará, com vasto acervo, o Museu Aracy Paraguaçu enfrenta muitos problemas, um deles quando o governo do Estado cancelou um convênio que existia anteriormente, o espaço já não comporta mais a demanda de peças que estão sendo ali colocadas, a atual administração não coloca o Museu entre suas prioridades de investimentos, e a professora Regina que é uma espécie de guardiã do Museu, questiona sobre quando Itaituba vai despertar para valorizar sua cultura.
Desde que foi criado, de acordo com a professora Regina, muitas peças têm sido doadas principalmente de regiões de garimpos, aonde as pessoas trazem machadinhas, peças em cerâmicas, esculturas encontradas por elas nas montanhas, em florestas, próximos aos rios
O Museu homenageia uma filha ilustre de Itaituba que sempre foi devotada nossa cultura, Aracy Paraguaçu Couto da Costa, que em Tupi Guarani tem o significado seguinte: Aracy-Mãe da Luz, Ara-Luz, Cy-Mãe, enquanto que Paraguaçu tem o significado de Mar grande, oceano. Ela foi uma das pioneiras de nossa cultura, sendo atuante como membro do América Futebol Club, promovendo na área social eventos beneficentes diversos, entre eles festas juninas, carnaval etc…
Mas para o Museu continuar existindo a luta intransigente da professora Regina Lucirene Macedo, que dirige o Museu desde sua fundação, tem sido fundamental nesse processo. Além de Regina, outras pessoas também deram apoio nessa luta, entre elas Antonieta Lima, Maria Gorete, Sandra Regina Batista Azevedo, Nazaré Nancy e outros idealistas da arte e da cultura no município de Itaituba.
O Museu passou oficialmente a virar projeto de Lei no dia 17 de novembro de 2006, na gestão do prefeito Roselito Soares (Lei 1819/2006) que tinha Antonieta Lima na época como vice-prefeita e incentivadora do projeto. A discussão para ser criado o Museu aconteceu por iniciativa do então secretário de educação professor Ozemias Cardoso, na gestão do prefeito Edilson Dias Botelho quando a professora Regina Lucirene comandou o processo da sua criação, após formada uma comissão que ficaria encarregada de tirar a idéia do papel, como de fato ocorreu.
Mas inevitavelmente esse Museu teria que existir em Itaituba porque durante muito tempo, a professora Regina Lucirene desde os tempos em que dirigia o CPADC, já guardava relíquias em documentos, peças, objetos para que um dia pudesse colocá-los em um só lugar para preservação de nossa memória e também visitação pública para efeito de pesquisas…
Garaimpando com informações de Nazareno Santos

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