quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Reginaldo: “Helenilson está ausente na luta pelo Estado.

Reginaldo Campos critica Helenilson Pontes, que não se manifesta pelo Estado do Tapajós

 
( O IMPACTO)               O jornal O impacto, no papel democrático e social, abre nesta edição, a primeira entrevista a favor do SIM, pela criação do Estado Tapajós. Oportunizamos, na edição anterior, a defesa pelo NÃO à divisão do Estado. O NÃO foi defendido pelo advogado Ismael de Moraes, da capital do Estado. O nosso entrevistado do SIM ao Tapajós, é o Vereador e um dos membros da coordenação do Instituto Cidadão Pró-Estado do Tapajós (ICPET), Reginaldo Campos (PSB) de Santarém, Oeste do Pará.

Jornal O Impacto: Como deve ser monitorada a chegada de empresas de grande porte, na região, com a criação da nova Unidade Federativa, no item sustentabilidade?
Reginaldo Campos: Vejo com muita preocupação como a Amazônia hoje é vista para todo o País. O Pará não foi um Estado responsável com as políticas ambientais. Deixou duas regiões desassistidas, o Oeste e o Sul do Pará. Onde têm agravamento da violência no campo. As conseqüências disso são muitas mortes, grilagem de terra, e desmatamento, ou seja, a falta uma legislação competente. Isso é responsabilidade do estado do Pará, que demorou muito para dar essas respostas. As mineradoras estão explorando o nosso solo, levando as nosssa riqueza, portanto, o Estado pode e deve fazer uma legislação competente que seja voltada para os interesses dos filhos da floresta, as pessoas humildes. Deveria distribuir melhor a renda no interior. Como um Estado novo que nasce na era da globalização, da tecnologia, tem condições de fazer acontecer aqui na nossa região, na Amazônia. ¬Então, o estado do Tapajós terá condições de estar mais presente nessas ações para combater, criando mecanismo estratégicos, fazendo parceiras com o Ibama e outros órgãos federais, para que o Estado venha atender as demandas de sua população.
Jornal O Impacto: Santarém já agrega uma grande responsabilidade com moradores dos demais municípios, principalmente na disponibilidade dos serviços de instituições estaduais e federais, mesmo com alguns órgãos em precariedade em atendimentos. O que pode melhorar com o estado do Tapajós na região Oeste?   
Reginaldo Campos: Nós temos uma responsabilidade muito grande. Santarém é uma cidade estratégica, que se beneficia de sua geografia. São 11 cidades que fazem fronteira com Santarém, é natural que tenha essa liderança. Não significa que Santarém será a capital. Isso ainda vai ser discutido depois com muita responsabilidade. Mas, a cidade santarena tem a obrigação de liderar, porque é um Município que recebe muita ajuda da região quando se vem comprar e vender. Há um grande fluxo de comercialização. Mas, os moradores de outros municípios vizinhos também trazem dificuldades para nós santarenos. E temos a responsabilidade de dar conta. No entanto, o estado do Pará não investe, e o município de Santarém paga uma conta muito alta, quando cresce dessa forma. O estado do Pará construíu o Hospital Regional em Santarém para atender 27 municípios. Portanto, o estado do Tapajós vai construir outros Hospitais em Itaituba, Oriximiná, Almerim. Além de outros órgãos para garantir também a segurança, e a geração de emprego e renda que é muito importante para um Estado ficar fortalecido.
Jornal O Impacto: Existe o receio da população, quanto insegurança, como o alto índice de criminalidade vir no pacote do “progresso” anunciado com a criação do estado do Tapajós?
Reginaldo Campos: Sem dúvida, a nossa região geograficamente é desassistida da segurança que merecemos. Nós fazemos fronteiras com vários estados e também com outros países, como Suriname e a Guiana Francesa, e é fácil a entrada pelas nossas fronteiras de drogas e armamentos, pois ficamos vulneráveis. O estado do Pará tem o efetivo muito pequeno na região. E com estado do Tapajós vai aumentar, e triplicar o efetivo da Polícia Militar e Polícia Civil. Já a Polícia Federal estará mais presente aqui, porque vai ter uma estrutura maior, pois vai ser uma nova unidade federativa. A população vai se sentir mais segura, na nossa região. Uma vez que o estado do Pará, não tem pernas, não tem estrutura econômica para ampliar esses serviços ao mesmo tempo em que a demanda cresce na região.
Jornal O Impacto: A população do Pará está ligada na campanha eleitoral do NÃO e do SIM à divisão do Estado, na mídia. Como o senhor analisa a exposição da defesa do Não aos eleitores?
Reginaldo Campos: Estamos também trabalhando de forma intensiva para mostrar a todo Pará, a respeito da nossa dificuldade que temos na região Oeste do Estado. A logística para o desenvolvimento é muito precária na nossa região devido a distância que nos separa do centro da capital Belém. Isso dificulta o desenvolvimento estratégico dos municípios. Portanto, nós acreditamos que a defesa do Não deixa de conseguir deter esse sentimento de emancipação do povo do interior do Pará, que almeja um Estado mais presente, uma vez que os governos do Pará não deram conta, sem repostas rápidas a demanda desse povo. Portanto, o NÃO defende as coisas como estão. O SIM defende a mudança, a defesa da vida, das florestas, das famílias que moram distante da capital e são desassistidas pelo governo do Estado, na impossibilidade de ter educação, dignidade, qualidade de vida e condições de alimentar melhor a sua família. O contrário de tudo isso, significa o SIM.
Jornal O Impacto: A população entende que o Executivo do Estado deve ser imparcial nesse momento democrático. A campanha do Não utiliza táticas da campanha eleitoral do governador Jatene, como o ritmo tecno brega. A semelhança da estratégia coloca dúvidas na postura o governo do Pará, nesse momento decisivo? 
Reginaldo Campos: Eu fico muito preocupado que o estado do Pará esteja metendo seu dedo nessa campanha. O governo é funcionário do povo, é o povo que está exercendo a sua cidadania. O povo do interior do Pará, o mais sofrido que quer a criação dos dois novos estados. E o governo do Pará não deveria nem se envolver nessa questão, portanto, fica aqui a nossa indignação quanto à intromissão do governo do Estado do Pará. E também a ausência do vice-governador, Helenilson Pontes, que é filho da região, em relação ao assunto. Ele está nas nuvens, enquanto o seu povo está carregando pedras. Portanto, o governo do Pará tem que ficar no seu lugar de Juiz, como o próprio Jatene prometeu que ia ficar. Acreditamos e queremos acreditar que ele vai honrar a sua palavra.
Jornal O Impacto: Os resultados das pesquisas das empresas de comunicação na capital sempre apontam o Não como vencedor, mesmo que seja mínima a diferença para o SIM. Como pode ser avaliada a veracidade desses percentuais contabilizados em Belém?
Reginaldo Campos: Não podemos nos enganar que a burguesia dominante de Belém sempre nos oprimiu e sempre vai continuar nos oprimindo e esses dias serão decisivos. Todos os domingos os jornais Liberal e Diário sempre colocaram notas nos desrespeitando, nos diminuindo como povo do Oeste do Pará. Publicaram que não éramos dignos e capazes de ter o plebiscito aprovado. E nós mostramos que somos capazes e está aí o plebiscito aprovado. E seremos capazes de aprovar o SIM.
Jornal O Impacto: Nessa última etapa, quais as estratégias para fechar todas as urnas com a numeração 77, SIM ao Tapajós?
Reginaldo Campos: Tanto a Frente Parlamentar como o Instituto estão preocupados em criar uma agenda positiva para a região até o dia 11 de dezembro. Precisamos levantar fiscais, em todos os municípios. E, já lançamos o convite nesse espaço jornalístico para convidar pessoas a se tornar um voluntário. É preciso procurar os vereadores, os presidentes das Câmaras Municipais, o Prefeito da sua cidade, e aqueles que estão organizando a campanha, para ser um fiscal no dia da eleição. Amanhã, sábado, deve ocorrer um grande evento, em Belém, pelo SIM. Aqui na região vamos continuar a fazer blitz, palestras nas escolas, envolvendo cada vez mais os nossos empresários, os prefeitos, os vereadores, os líderes comunitários, todos os cidadãos para esta grande caminhada em favor de dias melhores para o nosso povo. Belém vai continuar ganhando muito, principalmente, por construir os dois parques tecnológicos, a capital paraense detém a tecnologia da construção. E tanto o Tapajós e quanto o Carajás serão construído por essa tecnologia e seremos parceiros estratégicos.
Jornal O Impacto: A mídia nacional deve vir à Santarém nos próximos dias. Como o Instituto Pró-Estado do Tapajós está mobilizando essa abertura para todo o Brasil que o SIM prevalece?
Reginaldo Campos: A proposta que no dia 29, a equipe de reportagem do Jornal Nacional / O JN no Ar chegue em Santarém. A equipe vai ver uma região aguerrida, na defesa da cidadania, do seu povo. Vamos ornamentar a cidade, convidamos a população nesse trabalho. Tem muitas pessoas nos cobrando uma campanha mais presente nas ruas. Portanto, existe uma dificuldade financeira. Todos os recursos têm sido levantados com os nossos empresários. E aqui queria registrar o excelente trabalho da Associação Comercial e Empresaria de Santarém (ACES), na pessoa do Alberto Oliveira e do Olavo das Neves, que têm fazendo um excelente trabalho ao lado do professor Edivaldo Bernardo, a equipe do Instituto que tem sido incansável na luta da busca de recursos. Mas, sabemos que a campanha mais importante para o estado do Tapajós está no coração de cada cidadão do Oeste do Pará, votar SIM 77 duas vezes  Tapajós e Carajás.
Por: Alciane Ayres

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