segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O sonho não para por aqui.

 EDITORIAL Esta é uma segunda feira atípica, o sabor amargo da derrota é frustrante e chega a irritar.  O povo do Tapajós e do Carajás ficou com o grito de liberdade entalado na garganta. Uma sensação de impotência toma conta de muitos daqueles que sonharam em criar dois estados fortes e prósperos. Fomos vencidos pela maioria que desprezou o apelo de quem vive esquecido a mercê de vontades políticas, filhos bastardos de um grande estado que ignora seu povo em troca de suas riquezas. É natural que neste momento todos tentem achar um culpado: a inércia de alguns políticos, a estratégia do marqueteiro, o desinteresse do povo, o peso do Carajás. Apesar da derrota nas urnas, fomos vitoriosos guerreiros, travamos uma batalha desleal e gigante com poucas armas e uma grande determinação, baseada no desejo de mudança. Uma mensagem que jamais será esquecida por esta e pelas futuras gerações.
Fomos as ruas gritar aos quatro cantos que não estamos contentes. Crianças e idosos, ricos e pobres se uniram num único jubilo de liberdade, que apenas foi adiada, Por que nossos esforços não  foram em vão. Eles nos mostraram que é preciso sonhar e agir, que quando o povo anda de mãos dadas as coisas acontecem, que nada muda se você não mudar. Todo este processo histórico nos fez refletir sobre nossa posição como cidadão, a visão de política  e politicagem, a verdadeira face de nossos lideres. Não fomos separados de fato, mais já somos um novo povo, não divididos por linhas imaginarias de um mapa, mas pelo sentimento de nossos corações, foi isso que mais de 90% de nossa população atestou nas urnas, dando uma bela demonstração a todo o país de que aqui existe esperança, que ela não será tolida por aqueles não olham para nossas dificuldades, sentimento que não morrerá e será aquecido com a chama da união. Se você participou deste momento parabéns, seu trabalho e empenho não foi em vão, ele ficará registrado na historia do Tapajós o gigante e majestoso território que em breve será o eldorado da Amazônia.                    
Diego Mota - Jornalista e Pedagogo  


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