quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Bancada paraense sofre mudanças na Câmara e Senado

Bancada paraense sofre mudanças na Câmara e Senado O Congresso Nacional volta à ativa hoje. Como ocorre em todos os anos, as primeiras semanas de trabalho serão reservadas à famosa “dança das cadeiras”. Mudam-se líderes, presidentes de comissões e, em ano eleitoral, muda também a composição das bancadas. No caso do Pará, a grande novidade é a chegada do senador Jader Barbalho (PMDB), que, juntamente com os tucanos Flexa Ribeiro e Mário Couto representam o Estado no Senado.


Já na Câmara dos Deputados, a expectativa fica para a saída e substituição de deputados que pretendem concorrer nas eleições municipais deste ano. Podem sair para concorrer à Prefeitura Municipal de Belém os deputados José Priante (PMDB), Arnaldo Jordy (PPS), Cláudio Puty (PT) e Zenaldo Coutinho (PSDB).

Esta situação provoca uma verdadeira “corrente de orações” entre os suplentes que têm voto suficiente em suas coligações para assumirem uma cadeira na Câmara dos Deputados. Alguns deles podem obter a tão sonhada vaga com pouquíssimos votos com a saída dos titulares.

Caso se afastem do Congresso para concorrer à sucessão de Duciomar Costa, Jordy e Zenaldo abrem vagas para ilustres desconhecidos no cenário político do Pará. Com a coligação dos partidos, que colocou o PPS e PSDB na mesma “chapa”, ficaram como suplentes imediatos dos tucanos Zenaldo e de Nilson Pinto, que saíram no início do ano para integrarem a equipe de governo de Simão Jatene, Dudimar Paxiuba e André Dias.

Dudimar está na vaga de Nilson, que não voltou para Brasília, e André Dias renunciou para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado. Zenaldo decidiu “ficar” deputado, mas se sair para as eleições abre vaga para Maria Neuci dos Santos Fernandes, do PSDC, que obteve pouco mais de cinco mil votos nas eleições, ou para Jairson do Carmo Ribeiro, do PPS, com exatos 5.060 votos.

VAGA

A saída de Puty garante uma vaga para Carlos Martins (PT), irmão da prefeita de Santarém, Maria do Carmo. Ele obteve 103.640 votos, o que o coloca na primeira suplência, acima de Gerson Peres (PP), que obteve 81.251 votos. Os dois partidos seguiram juntos na mesma coligação.

A substituição de José Priante é bem mais tranquila: retorna para a Câmara dos Deputados o ex-senador Luiz Otávio, que já ocupou a vaga deixada por Asdrúbal Bentes, quando este foi nomeado secretário do governo Jatene. Com o retorno de Bentes, Luiz Otávio também retornou para Belém.

Quem também perde com a chegada do novo ano é o deputado Giovanni Queiroz (PDT), que no ano passado se destacou como líder da bancada pedetista na Câmara. O partido já escolheu André Figueiredo (CE) para liderar a bancada.

Modificações também nas comissões

A posição de deputados nas comissões permanentes da Casa também muda. Puty deixa a presidência da Comissão de Finanças e Lira Maia sai do comando da Comissão de Agricultura. A bancada do Pará – que reúne os 17 deputados e os três senadores, e que é hoje comandada por Beto Faro (PT), pode também sofrer um revés, caso os integrantes do grupo decidam por uma nova eleição já no início do ano.

De qualquer forma, a retomada dos trabalhos legislativos esta semana terá apenas caráter protocolar, sem votações ou audiências públicas. Como nenhuma comissão funcionará antes do Carnaval, partidos e bancadas representativas dos estados deverão se dedicar ao exercício da política, movimentando as peças para encaixar melhor seus parlamentares.

No caso do Senado, a expectativa é de que o PT troque os atuais titulares dos cargos de primeiro-vice-presidente da Mesa Diretora e as presidências das comissões de Assuntos Econômicos e de Direitos Humanos. O líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), que se manterá na função por mais um ano, disse que caso o PT insista nesse rodízio entrará com requerimento de anulação no MP.

A bancada petista também deverá definir o novo líder do partido no Senado. O PMDB deverá manter o atual líder, senador Renan Calheiros (AL).O mesmo ocorrerá com o PTB, sob o comando de Gim Argello (DF); e no PSDB, que tem como líder no Senado Álvaro Dias (PR).

Fonte: Diário do Pará

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