quarta-feira, 18 de julho de 2012

Governo se reúne hoje com os índios Munduruku


(Foto: Rodolfo Oliveira/Ag Pará)
Governo se reúne hoje com os índios Munduruku (Foto: Rodolfo Oliveira/Ag Pará)Uma comitiva do Governo do Estado embarcou às 7h30 desta quarta-feira (18), no Hangar do Estado, ao lado do Aeroporto Internacional de Val de Cans, em Belém, para o município de Jacareacanga, na região do Tapajós, sudoeste paraense. Integram o grupo representantes das secretarias de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), de Saúde Pública (Sespa), de Transportes (Setran), de Educação (Seduc), de Assistência Social (Seas), de Comunicação (Secom), Polícia Militar, Polícia Civil e da empresa responsável pela construção da Unidade Integrada Pro Paz.

A visita ao município faz parte do cumprimento do compromisso firmado pelo secretário de Estado de Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha, no encontro com os índios da etnia Munduruku, realizado no dia 6 de julho, no município de Jacareacanga, quando também foi acordada a construção de uma Unidade Integrada Pro Paz, composta por policiais civis e militares; o aumento do efetivo da PM e o total apoio na apuração do assassinato do índio Leo Akay Munduruku.
A comitiva deverá chegar por voltas das 13h ao município, onde irá se reunir com as lideranças indígenas para a discussão da aplicação das ações públicas nas áreas de Educação, Transportes, Saúde, Assistência Social e Cidadania e também para informar oficialmente que as obras de construção da Unidade Pro Paz  iniciam nesta quarta-feira. Fazem parte da comitiva que embarcou para Jacareacanga nesta manhã, o secretário de Estado de Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha; a secretária de Estado de Assistência Social, Tetê Santos; o comandante geral da Polícia Militar, coronel Daniel Borges Mendes; o delegado geral adjunto da Polícia Civil, Rilmar Firmino; a diretora para Educação, Diversidade e Cidadania da Seduc, Aldeíze Queiroz; o chefe do 3º Núcleo Regional da Setran, com sede em Santarém, engenheiro José Merabet; representantes da Sespa e da empresa que construirá a Unidade Integrada Pro Paz.
Na madrugada do dia 3 de julho, o prédio do destacamento da Polícia Militar do Estado, em Jacareacanga, foi depredado e incendiado por cerca de 60 índios da tribo Munduruku que invadiram o local. Durante o ataque, um policial militar foi ferido no braço por uma flecha, porém sem gravidade. Na ocasião desapareceram duas armas tipo carabina magal e um revólver calibre 38 que pertenciam ao destacamento. A reação da comunidade indígena se deu em razão da não concordância com a ordem judicial que liberou dois dos quatro suspeitos da morte de um índio, cujo corpo foi encontrado dias antes do incidente.
No dia seguinte, um efetivo de 35 policiais civis e militares foi encaminho para o município, para reforçar a segurança e investigar o episódio ocorrido. A tropa era especializada em gerenciamento de crises e situações de alta complexidade. Na tarde do dia 5 de julho foi instalado pela Segup um gabinete de crise no município de Itaituba. À frente do comitê, o subcomandante geral da Polícia Militar, coronel Walcir Queiroz, reuniu representantes do Estado, Município e União, a fim de negociar com as lideranças indígenas que entregaram uma pauta de reivindicações para a presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília (DF). Entre as reivindicações apresentadas estavam a instalação de um posto policial com autonomia no município, a fim de conter o tráfico de drogas e a criminalidade na região, e a elucidação do assassinato do índio Leo Munduruku.
No dia 6 de Julho, o secretário da Segup, Luiz Fernandes Rocha, esteve em Jacareacanga em uma negociação com lideranças da etnia Munduruku, onde foram firmados alguns  compromissos do Governo do Estado, dentro da pauta de reivindicação indígena. O secretário garantiu o aumento do efetivo da Polícia Militar no local e o apoio necessário para que o governador Simão Jatene recebesse em Belém uma comissão dos índios. Após a reunião, foi restabelecida a tranquilidade na sede municipal.
O governador Simão Jatene recebeu em audiência oito representantes indígenas Munduruku, no Comando Geral da Polícia Militar, em Belém, no dia 11 de julho. Na reunião os índios falaram sobre os motivos que os levaram a depredar o quartel da PM. O governador reafirmou a decisão da construção imediata da Unidade Pro Paz, que além do efetivo policial, irá oferece à população ações nas áreas de educação e cidadania e também assegurou aos indígenas o reforço policial e o acompanhamento, junto à Justiça, do homicídio do índio Leo Munduruku, em Jacareacanga.
Família de índio Munduruku receberá assistência do Governo do Estado

Na manhã desta quarta-feira, 18, o governador em exercício, Helenilson Pontes, assinou o projeto de lei que concede pensão especial à família do índio Leo Akay Munduruku, vítima de homicídio ocorrido em Jacareacanga no último mês. A decisão se baseia no artigo 104 da Constituição Estadual e atende a uma das reivindicações feitas pelas lideranças Munduruku por ocasião da audiência ocorrida na semana passada com o governador Simão Jatene, em Belém.

O projeto de concessão de pensão que beneficiará os três filhos do índio assassinado, Giane Akay Munduruku, Eliabe Akay Munduruku e Renaik Akay Munduruku, e a esposa, Aulinda Saw Munduruku, vai assegurar assistência material aos dependentes. Ainda nesta manhã o projeto seguiu para apreciação e aprovação da Assembleia Legislativa do Estado. (Agência Pará)

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