Trecho do Rio Tapajós que deve ser alagado. Fotos: Marcelo Assumpção /Cicloamazônia

Depois de Belo Monte, Governo Federal concentra esforços para licenciar cinco usinas na Amazônia, plano que deve afetar área rica em biodiversidade

Após a Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, o próximo megaprojeto de engenharia do Governo Federal na Amazônia é o Complexo Tapajós, um conjunto de cinco usinas hidrelétricas que, se concretizado, deve alterar completamente a bacia do Rio Tapajós, afetando pelo menos 1.979 quilômetros quadrados (197.200 hectares), uma área maior do que a da cidade de São Paulo. Alguns dos trechos que devem ser alagados não só concentram populações ribeirinhas e indígenas como também são ricos em biodiversidade e belezas naturais. O impacto estimado é o que vem sendo divulgado pelas Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), empresa de capital aberto controlada pelo Governo que está à frente do projeto. Mas pode ser maior, considerando o delicado equilíbrio de cheias nos regimes de seca e chuva que predominam na região norte do Brasil.
O Ministério Público Federal (MPF) informou oficialmente, na noite desta quinta-feira (8), que encaminhou ofício à presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marta Maria do Amaral Azevedo, e ao superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, Cesar Augusto Martinez, solicitando informações sobre o que ocorreu ontem entre policiais e indígenas durante a Operação Eldorado.
A operação tinha mandados judiciais para a desarticulação de uma organização criminosa dedicada à extração ilegal de ouro e posterior comercialização no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Parte da extração ilegal ocorria dentro de terras indígenas.
A Polícia Civil desvendou por volta das 22 horas desta quinta-feira, dia 08, o crime que abalou Santarém, mais precisamente quem freqüenta e mora na vila balneária de Alter do Chão, a morte do casal Jéssica Gomes Campos, de 18 anos e Mauro Luís Borges dos Santos, de 30 anos, que foram assassinados na “Ilha do Amor”, no dia 21 de outubro. Os corpos do casal foram encontrados com perfurações de facas, na trilha da Serra Piroca. Ela estava despida e ele vestido. Os corpos já apresentavam sinais de decomposição quando foram encontrados três dias depois de serem assassinados.

Policiais federais entraram em confronto com índios na aldeia Teles Pires.
Operação Eldorado foi suspensa após a morte de um indígena no conflito.

Os policiais federais que se envolveram em um confronto com índios da etnia Munduruku, na divisa de Mato Grosso com o Pará, nesta quarta-feira (7), deixaram a aldeia Teles Pires, o local do conflito que terminou com um índio morto, outros dois feridos, além de mais quatro policiais que acabaram atingidos por flechas. Os policiais federais se deslocaram para a cidade de Alta Floresta, a 800 quilômetros de Cuiabá.
Ainda na manhã desta quinta-feira (8) uma carreta que carregava uma PC e um Trator rompeu um cabo de fibra ótica próximo a 19ª Seccional, e com isso os serviços de telefonia celular, sinal de internet e operações bancária foram interrompidos.  Mais  assim que  a policia descobriu quem  ocasionou todo esse dano,  o convidou  a comparecer a delegacia para prestar esclarecimentos. Já o delegado Alexandro Napoleão disse  que o motorista irá responder por essa  ação de forma culposa(quando não há intenção) ressaltando que a empresa  responsável pelo veiculo que transportava os maquinários ressarcirá os prejuízos  com o cabo de fibra ótica.  O caminhão encontra se no pátio da 19ª Seccional.