sábado, 16 de fevereiro de 2013

Tribunal de Justiça anula sessão da Câmara presidida pelo Juiz de Rurópolis

Jonas Lourenço - PT
Jonas do PT - presidente
O Tribunal de Justiça do Estado do Pará, em despacho proferido pela desembargadora Maria do Ceo Maciel Coutinho, nesta sexta-feira, anulou a sessão da Câmara Municipal de Rurópolis, que foi presidida pelo juiz Gláucio Assad, que destituiu a Mesa Diretora que havia sido eleita democraticamente, tendo como presidente o vereador Jonas Lourenço (PT). Na ocasião, o juiz Gláucio Assad, usando de seu poder, destituiu a Mesa Diretora da Câmara eleita democraticamente e, ao mesmo tempo, presidiu uma nova eleição, tendo o vereador Edgar Rocha (PSD) sido eleito presidente. Após a eleição, o juiz Gláucio Assad empossou a nova Mesa Diretora.
O presidente deposto, Jonas Lourenço, entrou com um mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará e, na manhã desta sexta-feira, a desembargadora Maria do Ceo Maciel Coutinho deu seu parecer anulando a sessão presidida pelo Juiz Gláucio Assad e determinou que a primeira Mesa Diretora da Câmara, eleita democraticamente, fosse imediatamente reintegrada.

A decisão da Desembargadora pegou os aliados do prefeito Pablo Genuíno de surpresa, já que estão do lado do vereador Edgar Rocha. Com a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, o vereador Jonas Lourenço volta a assumir a presidência da Câmara Municipal de Rurópolis.
Juiz será afastado da Comarca: O comentário na área jurídica é que o Tribunal de Justiça deverá transferir o juiz Gláucio Assad, da Comarca de Rurópolis, após o ato, dito por muitos, arbitrário que o mesmo cometeu, ao destituir a Mesa, presidir uma nova sessão da Câmara e empossar um novo presidente. Isso sem falar que o juiz Gláucio Assad é casado com a irmã do prefeito Pablo Genuíno e genro do ex-prefeito Zé Paulo, atual Secretário de Infraestrutura de Rurópolis.
Expulsão de Vereadora: O deputado estadual Antonio Rocha se encontra em Rurópolis, onde reunirá com a cúpula do PMDB. O assunto em pauta será a infidelidade partidária da vereadora Flora Veriani, que fazia parte da primeira Mesa da Câmara, como Secretária e, depois virou a casaca e apoiou a nova Mesa, ficando como vice-presidente. A atitude da Vereadora será analisada pela cúpula do PMDB, que deve decidir pela sua expulsão do partido. Se isso acontecer, Flora Variani deverá perder o mandato de Vereadora, já que, conforme a Lei Eleitoral, o mandato pertence ao partido.
Fonte: RG 15/O Impacto

Nenhum comentário:

Postar um comentário