Concurso da Polícia Civil no Pará elimina mais de sete mil por falta


Provas da primeira fase  do concurso foram aplicadas em Belém, Altamira, Itaituba, Marabá, Redenção e Santarém neste domingo (6). (Foto: Márcio Ferreira / UEPA)  Provas da primeira fase do concurso foram aplicadas em Belém, Altamira, Itaituba, Marabá, Redenção e Santarém neste domingo (5). (Foto: Márcio Ferreira / UEPA)
A Universidade do Estado do Pará (Uepa) aplicou neste domingo (5) a prova objetiva do concurso para os cargos de delegado, escrivão, investigador e papiloscopista da Polícia Civil. Ao todo, são ofertadas 670 vagas. Dos pouco mais de 23,6 mil inscritos, 7.560 já foram eliminados por falta, dos quais 3.922 concorriam aos cargos de investigador, escrivão ou papiloscopista e os demais 3.638 faltosos são relativos ao cargo de delegado.

Pela manhã, foram aplicadas as provas para os cargos de escrivão, investigador e papilocopista, que exigem formação de nível superior em qualquer área. À tarde, a prova foi destinada ao cargo de delegado, cujo requisito para participação é formação superior em direito. Cerca de 40% dos inscritos ao cargo de delegado são de outros Estados da Federação, principalmente, Maranhão, Tocantins e Goiás.
Os candidatos tiveram quatro horas para responder a 50 questões objetivas de português, noções de informática e conhecimentos específicos do cargo desejado. Pela parte da tarde, a quantidade de questões era a mesma, mas os candidatos a delegados tiveram que responder ainda na parte de conhecimentos básicos a questões sobre atualidades.
Tranquilidade
De acordo com a organização do concurso, as provas foram tranquilas em Belém e nos outros cinco municípios paraenses onde foram aplicadas as provas da primeira fase: Altamira, Itaituba, Marabá, Redenção e Santarém.

O delegado geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino, informou que não foram registradas ocorrências no certame.“Estamos acompanhando tudo de perto e está saindo tudo como o planejado”, avaliou.
Classificação
Será considerado classificado na prova objetiva e apto para a fase seguinte o candidato ao cargo de investigador que estiver entre as 750 melhores pontuações. O mesmo vale para escrivão. Para papiloscopista, será classificado o candidato que estiver entre as 60 melhores pontuações. Já para o cargo de delegado, serão classificados os candidatos com as 450 melhores pontuações.

Entre as pessoas com deficiência, serão classificados os candidatos que estiverem entre as 39 melhores pontuações aos cargos de investigador e escrivão; três melhores ao cargo de papiloscopista; e 24 melhores para delegado. Em todos os cargos e situações, serão respeitados os empates de quem tiver nota idêntica na última colocação e não obtiver nota inferior a 7 na pontuação total da prova objetiva.
Na primeira etapa do concurso, os candidatos passarão ainda por prova de capacitação física, exames médicos e psicológico, teste oral e de investigação criminal e social. Todas têm caráter eliminatório. A segunda etapa corresponde ao curso técnico profissional, de caráter eliminatório e classificatório, de responsabilidade da Polícia Civil, a ser ministrado pela Academia de Polícia Civil/ Instituto de Ensino de Segurança Pública (Iesp), em Marituba, região metropolitana de Belém.
Vagas
Das 670 vagas ofertadas pela Polícia Civil, 150 são para delegado, 250 para investigador, 250 para escrivão e 20 papiloscopista. O cargo de delegado prevê remuneração inicial, incluindo as gratificações, de R$ 7.695,02. Para os demais cargos, o salário inicial é de R$ 3.098,79, com as gratificações.

A previsão do delegado geral é que, até o fim do ano, o processo de formação destes novos policiais já esteja concluído. “Estamos trabalhando para que, até o fim do ano que vem, todos os municípios já estejam com delegacias montadas, com os delegados atuando e toda a equipe de trabalho”, afirmou Rilmar Firmino.
G1 PARÁ

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