Irmão de Hilton Aguiar vai entrar na política

Francisco Aguiar
Francisco AguiarUma trajetória de sucesso no ramo empresarial de Santarém. Assim pode ser definida a carreira comercial do empresário Francisco Aguiar, o “Chapadinha”. Ele nasceu no Estado do Piauí, no ano de 1956. Após completar um ano de idade, seus pais se mudaram para a cidade de Chapadinha, no estado do Maranhão, onde morou até os 18 anos de idade. De lá, “Chapadinha” veio para Santarém, no Pará, onde começou sua brilhante trajetória, como empresário do ramo comercial. Hoje, “Chapadinha” planeja entrar para a política e concorrer ao cargo de Deputado Federal, pelo Pará, nas eleições de 2014. Veja a entrevista na íntegra:

Jornal O impacto: Como começou a sua trajetória no ramo comercial no Oeste do Pará e qual a sua cidade de origem?
Chapadinha: Eu nasci em 24 de agosto de 1956, na cidade de Batalha, no estado do Piauí. Saí de lá com um ano de idade. Meus pais foram para o Maranhão, para uma cidade chamada Chapadinha, local onde fizemos residência e foi quando comecei a minha vida. Com 12 anos eu comecei umas criações de bode e, por conta disso me deram o apelido de “Bodinho”, em Chapadinha. Dessa criação de bode, eu comecei em outra atividade no ramo de cereais no Mercado Municipal de Chapadinha, onde tive dois pontos, os números 08 e 09, na época. Posteriormente chegou um rapaz de Brasília, que tinha falecido seu irmão que era seu sócio. Ele veio para Chapadinha e fizemos negócio. Com esse dinheiro, da venda do mercantil, vim para Santarém, no dia 06 de julho de 1977, em uma avião da empresa Cruzeiro do Sul, na época, que pousou no antigo aeroporto, onde hoje fica a Prefeitura Municipal, que era uma pista de piçarra.
Jornal O Impacto: O senhor entrou para o ramo comercial logo que chegou à Santarém?
Chapadinha: Chegando a Santarém trabalhei cerca de seis meses com o meu cunhado, na Rua Senador Lameira Bittencourt, quase em frente o Armazém Paraíba. Teve um irmão do meu cunhado que viu o meu trabalho e me chamou para entrar como sócio em uma lojinha dele. Essa loja só vendia bolsas, inclusive o nome da loja era “Casa das Bolsas”. Fizemos negócios, aí fiquei trabalhando com ele cerca de 04 anos. Quando desfizemos a sociedade, eu já tinha outra loja, em frente a antiga Marinha, que hoje é a Marisa. Depois abri uma loja em Itaituba, onde trabalhei uns cinco anos. Naquela época não tinha energia elétrica, nem água, nem nada e sofri um bocado. De lá voltei para Santarém, onde ganhei um dinheiro na época da corrida do ouro. Nesse período vendíamos perfume, bolsas e redes para os garimpeiros e às vezes trocávamos até por ouro. O cara trazia o ouro, entregava para gente e fazíamos a venda para ele do produto que ele queria.
Jornal O Impacto: O senhor tinha qual idade quando chegou à Santarém?
Chapadinha: Cheguei com 18 anos de idade em Santarém e, hoje estou com 56, além de Itaituba, onde tenho ponto comercial que passei para outro irmão. Inclusive, hoje ele é o deputado estadual Hilton Aguiar, que eu o trouxe do Maranhão para trabalhar comigo em Santarém e daqui o levei pra Itaituba. Mas, ele nunca deu certo trabalhar em comércio e sempre gostou do ramo político. Depois trouxe outros amigos, onde tivemos um armazém grande em Itaituba. Hoje, o meu irmão Nicodemos é comerciante em Itaituba e trabalhou comigo. Tudo o que eu ganhei está aplicado em Santarém, como imóveis e duas lojas.
Jornal O Impacto: Por ter um irmão que é Deputado Estadual, isso faz com que o senhor tenha vontade de entrar para o ramo da política?
Chapadinha: Isso está no sangue, porque na minha família existem muitos políticos. O meu sogro foi nove vezes Deputado Estadual sem perder nenhuma eleição. Foi Vereador, Prefeito e depois foi Deputado. Em seguida ficou apoiando membros da família para a Prefeitura de Chapadinha. Colocou todos os genros, menos eu que vim embora para Santarém. Anos depois, que eu fui passear em Chapadinha, comecei a namorar com sua filha e hoje estamos casados e vivendo muito bem.
Jornal o Impacto: O senhor é filiado em algum partido em Santarém?
Chapadinha: Até hoje não sou filiado em nenhum partido.
Jornal O Impacto: Ano que vem já tem eleições no Estado do Pará. Caso seja cogitado por algum partido para concorrer a cargos públicos, o senhor aceitará?
Chapadinha: Isso inclusive está sendo cogitado por alguns partidos. No momento só namoro. Eu estou apenas ouvindo esse povo. Acredito que em 2014 eu venha como candidato. Pretendo ser candidato pela divergência que existe em Santarém por falta de político. Na campanha passada observamos as dificuldades que os partidos tiveram para arranjar candidatos. Dizem que o Lira Maia não vem como candidato a Deputado Federal e, eu acho que vamos ficar quase sem uma pessoa que tenha responsabilidade de tomar conta desse Estado e do Município, porque já existem muitos políticos no fim da carreira. O Antônio Rocha provavelmente está encerrando a carreira e não sei se continua. Anos atrás Santarém chegou a ter três deputados federais na mesma legislatura, que foram Ubaldo Corrêa, Geraldo Pastana e Benedito Guimarães. Hoje, Santarém está representado somente pelo deputado federal Lira Maia. O PT já sabemos que está com mais de um ano que saiu desse tipo de pleito político e, nesse caso a brecha está muito grande para candidatos. Mas, temos que ter coragem, credibilidade e conhecimento para poder entrar na política.
Jornal O Impacto: Existe um partido especifico no qual o senhor gostaria de se filiar?
Chapadinha: Ainda não posso responder isso agora. Se eu for para um partido, possivelmente seja para o PSDB.
Jornal O Impacto: Existe uma demanda reprimida muito grande em vários segmentos da sociedade. Caso, o senhor se filie em um partido, concorra a Deputado Federal e ganhe a eleição, em qual área social o senhor deve atuar?    
Chapadinha: Hoje, a nossa maior preocupação é a segurança pública, porém, a educação e saúde sempre foram um caos. Não adiante alguém falar que quer ser Deputado para resolver os problemas da área de saúde e educação que são prioridades, mas a gente percebe que nem o Governo Federal dá jeito nisso. Quem diria uma pessoa como eu, com pouco conhecimento ainda na política e dizer: Vote em mim que vou ajeitar a saúde e educação. Acho que isso não é certo, mas vamos lutar por tudo isso, que são as áreas da saúde, educação e principalmente a segurança pública. Em Santarém já houve muitos debates, mas a realidade é que os assaltos estão crescendo e acho que isso poderá aumentar. Acredito que podemos fazer muito pelo povo de Santarém e região, vamos trabalhar nesse sentido. Não vamos para Brasília apenas para ter o nome de Deputado. Caso eu seja eleito, o meu trabalho como Deputado Federal vai ser da mesma forma como eu comecei no comércio, com muita garra.
Jornal O Impacto: O que falta para Santarém se desenvolver mais?
Chapadinha: Para Santarém falta uma estrada asfaltada que ainda não temos. Desde quando cheguei aqui que ouvimos muita coisa sobre a BR-163. Todos os candidatos a Presidência da República, desde o Fernando Henrique que acompanhei falando aqui na Garapeira Ypiranga que ia asfaltar a estrada; também ouvi o Lula falando e até hoje está aí, apenas uma pequena parcela de asfalto na estrada e ainda não terminaram. Para desenvolver Santarém é necessário a rodovia Santarém-Cuiabá asfaltada, a hidrovia Teles-Pires/Tapajós. Falta muita coisa para Santarém ter um desenvolvimento. Na época em que cheguei aqui era o ouro. Depois passou para madeira e, aí houve irregularidades e temos também que lutar pelo Estado do Tapajós.
Fonte : RG 15/O Impacto

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