terça-feira, 11 de junho de 2013

Madeireiras poderão explorar 440 mil hectares


Mais de 440 mil hectares de uma área florestal no Pará poderão ser explorados por madeireiras a partir do próximo ano. O edital para que as empresas interessadas disputem as concessões de exploração sustentável de madeira foi lançado há uma semana pelo Serviço Florestal Brasileiro (SBF).

A Floresta Nacional do Crepori está localizada entre as rodovias Transamazônica, BR-230, e Cuiabá-Santarém, BR-163. O lote de concessão está dividido em quatro unidades de manejo com áreas de 29 mil hectares, 59,8 mil hectares, 134 mil hectares e 219 mil hectares, o que permitirá atrair empreendedores de vários portes. Um hectare corresponde a 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol oficial.


Os empresários têm até o final de novembro deste ano para apresentar os documentos e as propostas para concorrer à concessão de uma das quatro unidades em que a floresta foi dividida. O valor mínimo de pagamento é R$ 16,38 por mil metros cúbicos de madeira.

A disputa não vai depender apenas da taxa que as madeireiras pretendem pagar a cada mil metros cúbicos retirados, como também de indicadores ambientais, sociais e econômicos que aumentem a produtividade, como uso de tecnologias inovadoras para a retirada do produto e investimentos em infraestrutura e serviços para a comunidade local.

“No plano do manejo, verificamos se tem comunidades tradicionais próximas. Do retorno social, nossa estimativa é a criação de 200 empregos diretos e 400 indiretos, apenas em um dos municípios”, explicou Marcelo Arguelles, gerente executivo de Concessões Florestais do SBF.

Essa será a terceira concessão de parcela de florestas que o SBF abre para concorrência. O primeiro edital foi lançado em 2008 para uma floresta em Rondônia. “Em 2010, lançamos novos contratos no Pará. Temos mais um processo de mais 85 mil hectares em andamento e a expectativa de lançamento de vários editais de grandes áreas, que vão somar mais de 1milhão de hectares”, disse.

A expectativa do governo é estimular a produção de madeira legal e sustentável nessas regiões, mas os técnicos ainda não conseguem medir os impactos da iniciativa. ˜São contratos ainda pontuais. Não temos condições de avaliar regionalmente. Mas do ponto de vista local, há benefícios claros. No Jamari (floresta em Rondônia com área explorada sob concessão), por exemplo, havia problema muito grave de invasão. Com a presença dos concessionários, a exploração ilegal foi reduzida a zero”, concluiu.

Segundo Argueles, a percepção da sociedade local sobre a floresta muda com a geração de riqueza e renda que a concessão passa a representar.

Fonte: Agência Brasil

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