quarta-feira, 3 de julho de 2013

Santarenos preparam ato público contra hidrelétricas no rio Tapajós

Parque da Vera Paz
Parque da Vera Paz
Estudantes, trabalhadores, lideranças indígenas e ambientalistas preparam uma manifestação para esta quinta-feira, às 17h, no Parque da Vera Paz, com o intuito de protestar contra a construção de sete usinas hidrelétricas, na Bacia do Rio Tapajós. Com o tema intitulado “Salve o Rio Tapajós! Contra as hidrelétricas do Governo Federal”, os manifestantes pretendem chamar a atenção das autoridades para arquivar o projeto de construção dos empreendimentos.

Para a coordenação do Movimento, o governo Dilma insiste na construção de grandes usinas hidrelétricas nos rios da Amazônia, onde além da UHE de Belo Monte, que está sendo empurrada “goela abaixo” dos povos do Xingu, agora a Presidenta pretende construir um Complexo Hidrelétrico nos rios Tapajós e Teles Pires.
“A energia a ser gerada, tal qual em Belo Monte, servirá tão somente para as grandes empresas do Centro-Sul do País e paras multinacionais que atuam na Amazônia, como ALCOA e MRN”, denuncia a coordenação do Movimento.
Os tecnocratas do Governo, segundo a coordenação do Movimento, mais uma vez querem empurrar tudo contra a vontade da população. A Coordenação afirma que o Governo não quer ouvir a vontade dos povos indígenas, desrespeitando a Convenção 169 da OIT e a Constituição Federal.
“Pretendem decidir tudo nos gabinetes de Brasília. Não podemos deixar isso acontecer! O povo Munduruku, que vive às margens do rio Tapajós, está organizado para exigir os seus direitos. Mas essa luta não é só deles. É uma luta de todos nós!”, exclamam os ambientalistas.
Especialistas em meio ambiente alertam que a execução do projeto do Governo Federal, causará sérios danos às populações locais e à biodiversidade do rio Tapajós.
Pesquisadores sustentam que as barragens afetarão até mesmo as praias do Município de Santarém banhadas pelo Tapajós, como o balneário de Alter do Chão, conhecido mundialmente, como “Caribe da Amazônia”.
“Sem falar que comunidades indígenas, legítimas possuidoras de suas terras há centenas de anos, serão expulsas para dar lugar aos interesses do Grande Capital, associado com o Governo Dilma. Vamos às ruas dizer não às hidrelétricas no rio Tapajós. A hora é agora!”, clamam os manifestantes.
Fonte: RG 15/O Impacto

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