quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Se a votação fosse hoje, os embargos infringentes seriam rejeitados por 6 votos a 5

 A loquacidade das novas gerações de magistrados completou o serviço iniciado pelo ultrassom e prosseguido por institutos de pesquisa confiáveis. Já faz tempo que é possível saber o que há em barriga de grávida e urna eleitoral. Agora também se pode descobrir o que há em cabeça de juiz.
Habituado a lidar com informações sigilosas, o general Golbery do Couto e Silva repetia que “segredo só guarda quem não sabe”. Mesmo que a revelação seja repassada apenas a um grande amigo? “Todo grande amigo tem um grande amigo”, avisava Golbery, explicando de que forma acaba se tornando pública qualquer informação confidencial transmitida em cadeia.
Como também os integrantes do Supremo Tribunal Federal contam o que pensam a grandes amigos, que repassam o que ouvem a grandes amigos, é possível afirmar que, se a votação ocorresse neste momento, os embargos infringentes seriam rejeitados por 6 a 5.
É improvável que algum ministro mude de ideia nas próximas horas (ou mesmo nos próximos dias). Caso isso ocorra, a coluna se compromete a identificar o convertido e revelar os motivos da conversão.

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