domingo, 13 de outubro de 2013

Violência contra mulher cresce assustadoramente em Itaituba

Vítima levou um soco no olho esquerdoQuanto custa um soco no olho, ou uma ofensa verbal que vilipendia a honra e dignidade de uma mulher? A Lei diz que dependendo da gravidade da agressão o agressor para não ficar preso precisa pagar fiança a partir de um salário mínimo arbitrado pelo delegado ou a justiça. Mas a Lei Maria da Penha tem dois fatores: um positivo e outro negativo. O negativo é que a Lei não vem intimidando e nem ajudando a minimizar a agressão contra as mulheres.

 A outra é que mesmo assim, com esse cenário sombrio, elas estão criando mais coragem e denunciando. Em Itaituba, na prática, a Lei Maria da Penha não mete medo. O índice de agressões é elevado. Neste final de semana dois casos emblemáticos reforçam as pesquisas sobre o tema.
Amor e ódio. A própria vitima pagou fiança do agressor que é colombiano
A doméstica Joana Maria Silva (nome fictício para preservar a identidade da vítima), de 30 anos, residente no bairro Maria Madalena, na noite de sábado para este domingo, dia 06, ao reclamar da atitude do companheiro que chegou bêbado em casa, foi agredida com um soco no olho, precisando levar dois pontos para se recuperar.
Joana disse que nos três anos em que vive com Cícero Batista sua vida tem sido um inferno com as brigas constantes, mas que foi a primeira vez que levou um soco no rosto. Só que essa foi à gota d`água. Joana disse que desta vez não pretende mais continuar vivendo com Cícero após um conturbado relacionamento de três anos.
Até já assinou documento de medida sócio protetiva para evitar a aproximação do agressor. A discussão entre o casal iniciou quando Cícero, bêbado, reclamava do choro do bebê, único filho do casal.
Essa vítima foi corajosa e denunciou parceiro violento, na Delegacia
Essa vítima foi corajosa e denunciou parceiro violento, na Delegacia
SOLIDARIEDADE AO AGRESSOR: Em outro caso ocorrido na semana passada, no garimpo do Crepurizão, a vítima Ediciane Souza Tapajós, doméstica de 25 anos, apesar de ter sido agredida, num gesto humano conseguiu levantar a grana para pagar a fiança da liberdade de Miller Oviedo Pena, que é colombiano e vive também uma relação conflituosa há cerca de três anos com a vítima.
Mas Ediciane justificou seu gesto estranho para quem acabou de ser agredida física e moralmente. ”Estou vindo pagar a fiança dele, porque ele é colombiano, não têm parentes, não tem ninguém por ele. Estou fazendo isso só por caridade, pois não quero mais viver com ele de jeito nenhum, porque quando está bom ele é um anjo, mas quando bebe vira um verdadeiro demônio”, declarou Ediciane.
Ediciane disse que foi agredida com socos e o colombiano ainda quebrou um cabo de vassoura em sua cabeça causando ferimentos leves. O colombiano que é marceneiro no Crepurizão está preso e tinha até segunda-feira, dia 7, para pagar a fiança, caso contrário “iria para o purgatório da cadeia pública”.
Enquanto isso, Cícero que também está preso, não sabia que após dar um soco na mulher, precisaria ter dinheiro para pagar sua fiança. Seus familiares que são humildes estão fazendo uma “vaquinha” para pagar a fiança do agressor que está preso na 19ª Seccional.
AMOR BANDIDO?: Há poucos dias uma vítima da violência contra a mulher denunciou seu parceiro, um ex-presidiário que. Após mais de sete agressões, a vítima resolveu denunciar dizendo que espera que com seu gesto outras mulheres em igual situação também façam o mesmo.
Fonte: RG 15/O Impacto

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