Em Itaituba, no PA, menos de 1% da população tem água encanada

Em Itaituba, no oeste do estado, a população reclama de problemas no abastecimento de água. O município tem mais de 90 mil habitantes, mas a água só chega às torneiras de 8.250 clientes, segundo a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), o que representa menos de 1% da população.
Em um dos bairros da cidade, uma lavanderia municipal foi construída e alguns tanques e torneiras foram instalados. A bomba não possui capacidade para encher a caixa d’água de mil litros que deveria abastecer todo o bairro.

Segundo a dona de casa Rosilene Gaspar, a lavanderia só tem água durante algumas horas do dia. “Água só de 7h às 11h, depois disso, está fechado no cadeado e as pessoas que vêm têm que voltar com as garrafas secas para casa”, conta.
Além da dificuldade de conseguir o líquido, os moradores de Itaituba reclamam que a água fornecida nos postos e pela Cosanpa seria suja e causaria doenças. O problema foi denunciado pela promotoria de Justiça.
Em outubro de 2013, o Ministério Público Estadual (MPE) protocolou no fórum de Itaituba uma ação civil pública pedindo explicações em relação à ampliação da rede de abastecimento e a qualidade da água oferecida pela companhia de saneamento para os moradores da cidade. Mas o processo e o pedido liminar ainda não foram apreciados pela juíza da 1ª Vara Civil.
Ao lado do fórum municipal, a obra de ampliação da rede de abastecimento de água continua parada. Os portões da obra foram fechados e a construção está abandonada desde setembro de 2012.
O comerciante Vitor Amaral mora em um dos bairros afastados do centro da cidade e os canos de abastecimento da companhia de saneamento ainda não chegaram na casa dele. Diariamente, ele precisa percorrer seis quilômetros para buscar água. “Dá muito trabalho isso. Pego vários vasilhames, coloco na minha motoca porque não tenho um transporte de maior proporção, então tenho que fazer isso”, denuncia.
A Cosanpa informou que as obras de ampliação da rede de abastecimento devem ser retomadas até o final deste mês. A Companhia justificou a paralisação porque teria sido necessária uma nova licitação para a contratação da empresa que vai continuar a obra.
do G1

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