sábado, 29 de março de 2014

BR 230: Juiz federal realizou audiência pública em Itaituba

  A audiência publica foi proposta pela justiça federal como parte do processo judicial que apura as responsabilidades do governo federal quanto à conservação do perímetro urbano da rodovia transamazônica. Ano passado a justiça determinou que o DNIT recuperasse a BR dando livre direito de ir e vir à população. A determinação foi cumprida parcialmente, porém o trabalho não satisfez a sociedade. O resultado foi uma grande manifestação tal qual nunca se viu no município.  Desde então o BEC tem marcado presença na rodovia, mas a qualidade do trabalho ficou a quem do esperado.
  O juiz Rafael Leite convocou para audiência o poder publico municipal, entidades de classe, DNIT e o batalhão que executa as obras. O primeiro a falar foi o diretor de planejamento do município Dirceu Frederico que fez uma explanação técnica dos fatos. De acordo com ele o município sempre teve dificuldades para manter a rodovia trafegável por que o DNIT nunca reconheceu a rodovia como pavimentada e mesmo com as constantes tentativas de uma solução a demora na execução das obras também preocupa o governo. Dirceu ainda acrescentou que se soubesse de toda a burocracia envolvida em um projeto de extrema urgência, teria aconselhado a prefeita Eliene Nunes a rever seus conceitos em relação ao assunto.

 O DNIT enviou para a audiência apenas um engenheiro local do órgão. Mario Bahia foi questionado quanto ao andar dos trabalhos e admitiu que o serviço executado se trata apenas um paliativo provisório. De acordo com ele o DNIT ainda deve realizar um projeto técnico detalhado afim de definir um plano de construção da rodovia, esses serviço teria sido terceirizado. Indagado sobre o prazo para resolver a questão de uma forma definitiva, Mário disse que isso ainda está indefinido por causa das questões burocráticas, embora tenha declarado que o órgão pretende manter a palavra de pavimentar os 8 quilômetros da rodovia até o final do ano. Já o comandante do 8º BEC informou que o plano de trabalho repassado pelo DENIT ao exercito já foi executado e que os homens do batalhão estão apenas trabalhando na recuperação de alguns trechos que apresentaram problemas e na operação tapa buraco.
 Para as entidades do município ficou claro que ainda não há projeto  construído para a rodovia e que o dinheiro público estava sendo gasto aleatoriamente, já que o interesse de todos é um serviço duradouro e de qualidade. O presidente da CDL disse que a audiência foi um instrumento para reforçar o grito da sociedade por um trabalho de boa qualidade.  O arquiteto maio Miranda que participou da primeira pavimentação da rodovia  disse que o DNER, hoje DNIT, sempre foi omisso quanto à questão e que mesmo agora tenta passar informações para confundir a sociedade.
 Toda audiência foi documentada para ser anexada ao processo movido pela justiça federal. O juiz Rafael Leite disse que a audiência publica foi importante que o poder judiciário possa dar uma determinação final na sentença que atenda aos interesses da coletividade.


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