sexta-feira, 25 de abril de 2014

Garimpeiro que encontrou destroços de avião espera recompensa

O garimpeiro Fausto Pereira foi a primeira pessoa a localizar o bimotor de matrícula PR-LMN, que desapareceu na mata do sudoeste do Pará no dia 18 de março. "Eu fui, lembrei do avião, pequei as letras dele, o prefixo. Mais ou menos uns 100 metros eu vi, fiquei assustado. Tava meio em pé e eu lembrei, é o avião! Gravei na memória e vim embora", disse o garimpeiro, que procurou a Polícia Militar  para relatar a descoberta que deu início a operação de resgate que já dura dois dias.

Pela contribuição, Pereira espera receber uma recompensa de R$ 19 mil, prometida pelas famílias das vítimas para quem localizasse o avião. O dinheiro, que foi conseguido com o apoio de amigos e empresários da região, ainda não foi pago para o garimpeiro.

Rosaline Campos, irmã da técnica de enfermagem Rayline Campos, que mandou um SMS antes do avião desaparecer, disse que as famílias estão preocupadas com a operação de resgate. "No momento eu não estou a par disso tudo. Na situação em que nós estamos, a gente só está se concentrando em saber dos resgatas, se tem gente viva ou morta. Não fui eu quem fiquei responsável (pela recompensa)".
Dificuldade
O delegado de Jacareacanga, Lucivelton Santos, acompanha o trabalho de resgate e diz que a geografia dificulta bastante o acesso e remoção do avião (veja vídeo acima). "Estão tentando tirar o avião, só que ele está enterrado em uma grota, que é tipo como se fosse um poço. Tem bastante água e isso deixa o avião pesado", explica.
 

Avião foi localizado na noite de terça-feira (22) (Foto: Divulgação / Polícia Militar)
Avião foi localizado na noite de terça-feira (22)
(Foto: Divulgação / Polícia Militar)
Acidente
O bimotor saiu de Itaituba às 11h40 do dia 18 de março com 5 pessoas a bordo: o piloto Luiz Feltrin, as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, e o motorista Ari Lima.

A aeronave fez o último contato com a torre cerca de uma hora e vinte minutos após a decolagem. A causa do acidente está sendo investigada pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).

Segundo a FAB, a missão de resgate durou 35 dias e envolveu 50 militares. A FAB contabilizou mais de 230 horas de voo e a área coberta ultrapassou a 28 mil km² sobrevoados, equivalente a cinco vezes o território do Distrito Federal, utilizando um helicóptero H-60 Black Hawk, aeronaves P-95 Bandeirante Patrulha e SC-105 Amazonas, além da aeronave de patrulha P-3 AM. O mau tempo na região, especialmente a formação de nevoeiros, a cheia no Rio Tapajós e a vegetação dificultaram os trabalhos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário