domingo, 13 de abril de 2014

José Priante defende que vice do PMDB seja um santareno

Em entrevista exclusiva ao Jornal Tapajós Agora*, no último dia 4, o deputado federal José Priante afirmou categoricamente que defende a indicação de um santareno para ser o vice na coligação encabeçada pelo PMDB. Segundo ele, as conversações com as lideranças políticas de Santarém estão bem avançadas e, nos próximos dias, podem ter desfecho favorável à sua recomendação à cúpula peemedebista. Líder nato do partido na região oeste do Pará, Priante reconhece a importância política do município. Nas últimas eleições majoritárias para o governo do Estado, por exemplo, não por acaso, os dois últimos vice-governadores paraenses foram santarenos legítimos: Odair Corrêa e Helenilson Pontes, atual vice de Simão Jatene.
A força de Santarém é reco-nhecida pelas principais lide-ranças políticas do Estado no atual contexto político paraense. Neste sentido, José Priante afirma que não se pode pensar nas articulações partidárias sem incluir os líderes do município e região nestas discussões.


O deputado esteve no município justamente para reunir com as lideranças tanto do PMDB quanto de outros partidos possíveis aliados para tratar das conjeturas que definirão os nomes que comporão a chapa majoritária. No último dia 31, o Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu apoiar a pré-candidatura peemedebista ao governo do Estado, que tem Helder Barbalho como pré-candidato. O nome do vice, porém, ainda não foi definido. 

As peças do tabuleiro político para a definição dos pré-candidatos ao governo do Pará movimentam-se de forma cautelosa. Ainda é cedo para bradar possíveis nomes aliados, por exemplo. Peemedebistas e tucanos utilizam táticas idênticas na hora de mexer suas peças. Por razões íntimas, tanto um grupo quanto o outro preferem deixar para o último dia das convenções o anúncio de suas composições e selar de vez todos os acordos. Apesar das articulações e boatarias, comuns neste período, a ordem é se posicionar indiferente às especulações midiáticas e também previsões de asseclas, que vivem de plantar informações precipitadas nos redutos dos adversários. 

A indicação de um nome de um político de Santarém para compor a chapa majoritária é uma estratégia bem elaborada pelos peemedebistas. A ideia é motivar o sentimento de representatividade nos eleitores santarenos e região para que o próximo governo. 

Se a estratégia deu certo com PT e PSDB, nas eleições de 2006 e 2010, por que não com o PMDB em 2014?

“Estamos em negociação. Mas eu garanto que as conversas estão bem avançadas e nos próximos dias teremos uma definição sobre quem será este nome”, afirmou o deputado.


*Entrevista concedida ao repórter Marcos Santos

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