terça-feira, 17 de junho de 2014

Susipe nega falha na segurança durante transferência de preso em Santarém

GTO foi acionado para intervir (Foto: G1)
O diretor do núcleo de administração da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), Mauro Matos, negou que tenha havido falha no esquema de segurança durante a transferência de um detento de Santarém, oeste do Pará, para Belém, na noite de sexta-feira (13). Em entrevista à TV Tapajós na tarde de segunda-feira (16), Matos afirmou que foram adotados os procedimentos normais de embarque e enfatizou que em sete anos na função, foi a primeira vez que um preso reagiu durante deslocamento aéreo.

A transferência foi marcada por tumulto no Aeroporto Maestro Wilson Fonseca. Segundo aPolícia Militar, após embarque dos passageiros na aeronave da empresa Azul Linhas Aéreas, o detento, que responde por cinco latrocínios, tentou fazer uma comissária de bordo refém para fugir, minutos antes do avião decolar. Um policial civil e um agente prisional que o escoltavam contiveram a ação e ninguém ficou ferido. Diante da situação, os passageiros tiveram que desembarcar. O voo deveria ter saído às 22h21, mas decolou depois de 23h. A empresa informou em nota que prestou assistência aos clientes, e apesar do atraso, lamentou os transtornso.
Segundo Matos, as transferências de presos dentre comarcas são feitas com frequência em voos comerciais. Para que a prática seja realizada com segurança, ele explica que vários procedimentos são adotados. “Nós só podemos realizar após autorização judicial, tanto da comarca em que ele está custodiado, como da comarca solicitante. Após o procedimento administrativo, trabalhamos a parte operacional. Para o procedimento aéreo, utilizamos sempre uma escolta policial e um agente penitenciário”.O preso que causou o tumulto está custodiado no Centro de Recuperação Pará III (CRPP III), localizado no Complexo Penitenciário de Santa Izabel, Região Metropolitana de Belém (RMB), e retornava de uma audiência com a Justiça em Santarém. A Susipe providenciou a transferência do detento para o dia seguinte do episódio.O diretor ressalta que, devido o Aeroporto de Santarém possuir um movimento intenso de embarque e desembarque, os detentos não embarcam junto com os outros passageiros. “Sempre embarcamos o preso primeiro e algemado com as mãos para frente. Sempre com um tecido cobrindo as algemas, por conta do constrangimento tanto dos passageiros, como do próprio preso, e é colocado na poltrona do meio da aeronave”, esclarece Matos.

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