Veiculo utilizado pelos bandidos na fuga foi alvejado
 Era por volta das 18 horas quando policiais do serviço da PM faziam diligencias no bairro São José, em busca de pistas do acusado de matar a advogadas Leda Marta. Os PMs suspeitaram da atitude de três homens e passaram a observar-los de perto. Ao ser indagados pela equipe os suspeitos  se apresentaram como policiais, mas na hora de mostrar as identificações sacaram armas de grosso calibre e disparam contra os policiais de Itaituba. Na troca de tiros o cabo Walber recebeu um tiro no braço e o cabo Albuquerque uma coronhada na cabeça. Na fuga os bandidos tiveram seu carro alvejado por PMS. O veiculo ficou bastante danificado com os tiros e com o pneu furado eles fecharam o carro de uma família de comerciantes e tomaram o veiculo modelo Hilllux para fuga. O dono da caminhonete relatou que foram momento de terror e que um dos bandidos estava sangrando. 

Dejaci Ferreira de Souza é natural do Ceará, e segundo a policia já residiu na cidade de Altamira. Em 2010 ele também cumpriu pena no sistema penal de Itaituba, acusado de furto. O auxiliar de serviços gerais, de 43 anos, foi identificado com auxilio de gravações de circuito interno de varias empresas do centro comercial de Itaituba. Porém a imagem que realmente o incrimina foi gravada em um estabelecimento comercial onde Dejaci, conhecido vulgarmente como SNARF, comprou a faca utilizada no crime minutos antes utilizá-la para tirar a vida das três vitimas. A policia tem em mãos o comprovante do pagamento da arma branca. Segundo o delegado responsável pelo núcleo de apoio a investigação (NAI), delegado Silvio Birro, o acusado é considerado de alta periculosidade.
  
O ato publico realizado nas ruas da cidade foi encabeçado pela OAB com auxilio de outras entidades. O manifesto levou centenas de pessoas a uma caminhada que reivindicava solução para um crime que chocou a comunidade itaitubense. A morte da advogada Leda, da empregada e da filha entrou para as estatísticas da violência contra mulheres no município. Antonieta Lima, ativista em defesa da classe feminina, disse que é preciso dar um basta a este tipo de crime.
 O manifesto levou para as ruas advogados, estudantes e pessoas de vários seguimentos preocupadas com o avanço da violência na cidade. A jornalista Amanda Lago aproveitou o momento para denunciar que ate agora, depois de dois anos, o assassino do tio não foi preso, ele foi assassinado a tiros por causa de uma dívida de R$ 300,00.
 O local do crime foi bastante visitado durante os últimos dias por pessoas interessadas em obter informações ou fazer homenagens. A Procuradora do município era popular entre os colegas advogados e aparentemente não possuía desafetos. A não ser com ex marido Altair do Santos, que também é advogado.  Amigos do casal relatam ele havia feito ameaças a vitimas por causa da separação que aconteceu no ano passado.       
   As imagens do circuito interno de algumas empresas do centro comercial de Itaituba é o maior trunfo da policia para tentar localizar o assassino que matou a facadas a advogada Leda Marta, de 40 anos, a filha dela de apenas 10 anos e a funcionária da loja Taynara Cristina. O provável assassino usa camisa longa, boné e uma sacola na mão. Ele é magro e tem um leve problema em uma das pernas. As imagens deixam claro que o autor do crime não Altair dos Santos, ex marido da advogada, aprontado como possível suspeito. O ex militar e também advogado foi ouvido na madrugada de domingo e liberado por falta de provas.  

O presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos, e advogados de Itaituba, no oeste paraense, se mostraram insatisfeitos com o trabalho da polícia do município, que decidiu liberar Altair Santos, principal suspeito do assassinato da procuradora Leda Marta Lucyk dos Santos, 40 anos.

“Vale ressaltar que o motivo dessa insatisfação é devido à relação de amizade existente entre o delegado que estava no caso e o suspeito do crime, o também advogado Altair Santos, ex-companheiro da diretora da subseção”, informou o presidente da OAB-PA. Segundo Jarbas, a amizade existente entre eles podia comprometer a isenção do policial nas investigações.