NA LINHA DE FRENTE 1. Valter quer a demarcação de suas terras no Médio Tapajós  2. Maria Leusa ocupou Belo Monte para  combater as usinas  3. Josias manda o recado ao governo. “Somos cortadores de cabeça” (Foto: Filipe Redondo/ÉPOCA)
Erguida em meio a uma imensidão de floresta, a 300 quilômetros do mais próximo centro urbano pela inacabada Rodovia Transamazônica, a cidade de Jacareacanga ganhou fama nacional ao estampar manchetes de jornais em fevereiro de 1956. Naquele ano, militares da Aeronáutica contrários ao então presidente, Juscelino Kubitschek, instalaram um quartel-general no município, dominaram territórios vizinhos e ensaiaram um golpe de Estado que acabou rapidamente reprimido. Enredo digno de cinema. Quase 60 anos depois daquela que ficou conhecida como Revolta de Jacareacanga, essa cidade do sudoeste do Pará ressurge agora como cenário de uma trama tão ou mais intrigante. Nas aldeias dos arredores, milhares de índios mundurucus – notáveis por cortar a cabeça de seus inimigos em batalhas e usá-las como troféus, prática que se estendeu até o final do século XIX – declararam guerra ao governo federal. No último ano, pintaram seus corpos, empunharam flechas e bordunas para dar este mesmo recado ao governo. “Somos caçadores de cabeça”, disse na semana passada Josias Manhuary, de 37 anos, o líder dos guerreiros. “Se eles insistirem na construção de hidrelétricas nas nossas terras, vamos atacar.

Secretário Dr. José Colares
Em entrevista com exclusividade a este Blog, em Belém, no seu Gabinete, o Secretário Estadual de Meio Ambiente, José Colares, confirmou para a segunda quinzena deste mês (Abril) uma operação de fiscalização no Tapajós. Colares afirmou, que nesta primeira etapa, a fiscalização será realizada no leito do Rio Tapajós e nos tributários (afluentes). Vamos iniciar a fiscalização nas dragas (balsas) e escavadeiras (PCs) que estiverem extraindo ouro ilegalmente, tanto no leito do Rio Tapajós, como nos seus afluentes, frisou o Secretario Estadual de Meio Ambiente.
Esta fiscalização, segundo Colares, foi provocada pela Ministra do Meio Ambiente atendendo denuncias formuladas no ano de 2012. Somente agora, depois da edição do Decreto Estadual e da Instrução Normativa, que organiza a garimpagem no Pará, mas principalmente no Tapajós é que estamos vindo fiscalizar, continuou Colares.
Com referência a legalização, o Secretario adiantou que poucas dragas estão legalizadas.

Na ultima terça-feira (01/03), a comunidade do Caracol, Distrito da cidade de Trairão, as margens da rodovia BR-163, foi palco mais uma vez de ação contra agentes fiscais do Ibama.

Conforme chegou informações , o ocorrido foi na “Vicinal do 31” , aonde em 2013 os fiscais estiveram na propriedade do senhor popularmente conhecido como “mano”(Maninho), morador pioneiro na comunidade teve sua propriedade incendiada por fiscais. Segundo relatou na época  a residência foi totalmente queimada com todos os móveis e  utensílios , um trator que se encontrava na propriedade também foi incendiado pelos fiscais ambientais da época.
Nessa  Terça (01/03), os fiscais retornaram na propriedade  na vicinal 31, e encontraram o proprietário na residência , neste momento deram voz de prisão e aprenderam também uma máquina Esquide usada para extrair madeira.
jacareacanga bimotor (Foto: Reprodução/ TV Liberal)Área onde bimotor pode ter caído é de mata fechada
(Foto: Reprodução/ TV Liberal)
A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou nesta quinta-feira (3) que suspendeu, por tempo indeterminado, a busca pelo avião bimotor Beechcraf Baron que desapareceu entre Itaituba e Jacareacanga no dia 18 de março. Cinco pessoas estavam à bordo. Segundo a FAB, já foi feita varredura com redundância em toda a área onde a aeronave poderia estar. Ainda de acordo com a Força Aérea, a operação pode ser retomada caso haja um novo indício do paradeiro do avião ou seus ocupantes.
Com a suspensão, os aviões utilizados na operação de salvamento aéreo devem retornar para suas bases de origem, em Manaus, no caso do helicóptero de resgate Blackhawk, e Campo Grande, onde fica o avião Amazonas. As duas aeronaves ficam de sobreaviso e aguardam novos indícios para retomar as atividades.
Luiz Feltrin,  Luciney Aguiar, Raimunda Costa, Rayline Brito e Ari Lima, estão desaparecidos
Luiz Feltrin, Luciney Aguiar, Raimunda Costa, Rayline Brito e Ari Lima, estão desaparecidos
Em meio a versões conflitantes e informações desencontradas, completam hoje, 18 dias que o avião bimotor modelo Beechcraft BE 58 Baron, matrícula PR-LMN, desapareceu perto de Jacareacanga, no Sudeste do Pará, com cinco pessoas: as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, o motorista Ari Lima, além do piloto Luiz Feltrin.
Dezenas de varreduras já foram feitas, e até de oferecimento de recompensa de R$ 19 mil reais para quem achar o avião, o que motivou uma verdadeira caçada ao bimotor em plena mata fechada da região, que está sendo feita sem sucesso nenhum.
Muitos mistérios cercam o desaparecimento desse avião, e a exemplo do que aconteceu com a aeronave que desapareceu na Malásia, tem gente já apostando na possibilidade de ter sido seqüestrado por traficantes da Bolívia e ou da Colômbia. Pois casos não faltam, de diversos aviões do mesmo porte que desapareceram sem deixar vestígios.