sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Ministro dos Transportes adia conclusão da BR-163 no Pará


Um dos trechos mais críticos fica na região Oeste do Pará

Em fevereiro de 2014, a presidente Dilma Rousseff chegou a dizer que a obra –importante rota alternativa de escoamento da safra agrícola brasileira– estaria pronta até meados de 2015.
O novo ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, disse nesta terça-feira que o asfaltamento da BR-163 no Pará estará concluído até 2016, indicando novo adiamento da conclusão das obras.
MOTORISTAS ENFRENTAM PÉSSIMAS CONDIÇÕES NA BR-163: A Rodovia Santarém-Cuiabá tem cerca de mil quilômetros no Estado. Um dos trechos mais críticos fica na região Oeste do Pará. Motoristas que trafegam pela rodovia BR-163, conhecida como Santarém-Cuiabá, enfrentam transtornos provocados pelas péssimas condições da estrada nas regiões Oeste e Sudoeste do Pará. A rodovia é uma importante rota para as exportações do agronegócio e a estimativa é de que 150 mil caminhões cruzem a BR-163 transportando 6 milhões de toneladas de grãos no ano de 2015.
“Coisa feia tem lá para frente. Vamos ver até onde dá para ir. Toda semana é essa aventura, enfrentar essa estrada aqui”, conta o caminhoneiro Aderaldo Gomes. Produtores do estado Mato Grosso dependem da estrada para fazer com que a soja e o milho cheguem aos portos das regiões Sudoeste e Oeste do Pará, possibilitando sua exportação para a Ásia e para a Europa.
A rodovia tem cerca de mil quilômetros no Pará e um dos trechos mais críticos fica entre os municípios de Novo Progresso e Itaituba, na região Oeste do Estado. Nos cerca de 240 quilômetros de estrada de terra, a sinalização é precária e vários atoleiros se formam no período de chuvas. “Choveu? Espera, não adianta querer forçar a barra, que não vai”, diz a caminhoneira Marlene Becker.
O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) informou que mais de R$ 300 milhões estão previstos para obras de asfaltamento da rodovia, mas o serviço que tinha conclusão prevista para o final de 2015 deve demorar mais tempo, devido ao cancelamento de dois contratos relacionados às obras.


Fonte: O Globo

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