quinta-feira, 25 de junho de 2015

Helder quer plano para criar empregos

O ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Helder Barbalho (PMDB), defendeu nesta quarta-feira (24) a elaboração de um plano de desenvolvimento econômico e geração de emprego para o Oeste do Pará. “Não podemos deixar uma legião de desempregados quando as obras de Belo Monte e Tapajós estiverem finalizadas”, exemplificou. 
Helder recebeu, na sede do MPA, e comandou uma reunião com Caravana do Oeste do Pará, que conta com mais de 70 pessoas – entre trabalhadores, vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais e sanador – vindas de cidades situadas na região. O objetivo do encontro foi tratar das possibilidades econômicas que estão surgindo com os investimentos do governo federal na região, principalmente nas áreas de energia, ferrovia, hidrovia e rodovia. “A presidente deixou claro que não vai faltar recursos para estas áreas”, ressaltou.

Formada por três regiões administrativas: baixo Amazonas, Xingu e Tapajós, o Oeste do Pará é um polo de desenvolvimento onde está sendo construído o maior parque hidrelétrico do Brasil que compreende as Usinas de Belo Monte e os complexos hidrelétricos do Tapajós e Teles Pires.
Uma região que contará com um complexo logístico formado por pelo menos duas grandes rodovias, uma ferrovia, dois grandes portos e as hidrovias do Tapajós e Amazonas – malha está quase que totalmente utilizada para a exportação de grão do centro-oeste brasileiro.
Segundo o ministro, os prefeitos têm que se “convencer” e não deixar as oportunidades passarem. Helder alertou que os municípios não devem se contentar com as contrapartidas decorrentes das obras de Belo Monte e de Tapajós. Além disso, ele sugeriu que os prefeitos busquem investimentos que o governo oferece, como posto de saúde. 
O ministro Helder lembrou do caso de Altamira, na qual o sistema de água e esgoto estava pronto, porém nenhuma casa havia sido ligada a rede. A construção da obra foi a contrapartida da Norte Energia pela construção de Tucuruí. “Intermediei uma reunião com o ministro da Secretária Geral da Presidência da República, Miguel Rosseto, com o prefeito de Altamira, Domingos Juvenil, e com o presidente do Conselho da Eletrosul, Walter Cardeal, e ficou definido que a Norte Energia arcará com todos os custos da ligação das residências para o sistema, orçado em aproximadamente R$ 20 milhões”. Esta experiência poderá ser replicada na obras de Belo Monte e Tapajós. 
Além disso, garante Helder, as ações promovidas pelo MPA em favor da aquicultura poderão ser um norte para o desenvolvimento do Oeste do Pará. De acordo com ele, a pasta vem conversando com o governo do estado no sentido de agilizar as liberações ambientais. Outras iniciativas como convênios para o desenvolvimento da atividade e criação de infraestrutura estão sendo em operação. “Sexta-feira estarei em Tucuruí para assinar diversos acordos”, avisou.
O ministro ressaltou que umas das oportunidades surgidas com a criação do complexo hidrelétrico é a aquicultura e que poderá ser pilar para o desenvolvimento da região. Com grande potencial (o Pará tem terra e água), a produção do estado ainda é muito pequena, em torno de 5 mil toneladas por ano. “Principalmente em Bragança e Nazaré”, afirmou.
Helder e o senador Paulo Rocha (PT-PA) anunciaram a realização de um seminário em cada município da região ainda sem data marcada, mas prevista para julho ou agosto. “As oportunidades estão sendo oferecidas e temos que segurá-las. Vamos chamar lideranças populares, governos e empresários para conversarem”, afirmou. Também participaram da reunião os deputados estaduais Airton Faleiro (PT) e Eraldo Pimenta (PMDB), os federais Francisco Chapadinha (PSD) e Zé Geraldo (PT).
(Diário do Pará)

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