segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Integrante de quadrilha de fraudes ambientais é preso em Santarém

A Polícia Civil prendeu neste sábado (22) em Santarém, oeste do Pará, um homem suspeito de integrar uma quadrilha envolvida em fraudes ambientais. De acordo com a polícia, a organização criminosa movimentou pouco mais de R$ 10 milhões com a venda de madeira extraída ilegalmente. Outras pessoas foram presas em Belém, em cidades do interior do Pará, além dos estados de Alagoas e Maranhão.
O suspeito preso em Santarém trabalha com a compra e venda de madeira na cidade. A prisão aconteceu em cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão preventiva, dentro da operação “Amazônia Legal”, realizada pela Polícia Civil e Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).
A operação visa desarticular um esquema de fraudes na compra e venda de créditos florestais de empresas cadastradas no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) - da Semas - e no Sistema de Controle Florestal (Sisdof) - do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Com o suspeito foram apreendidos notebooks, celulares e documentos. Ele foi levado à Superintendência de Polícia Civil do Baixo Amazonas, de onde será encaminhado para Belém.De acordo com a polícia, a quadrilha invadiu os computadores do Ibama para obter senhas que dão acesso ao sistema de comércio de madeira e, assim, permitir que empresas que estavam com o registro embargado pudessem voltar a vender madeira extraída ilegalmente com a documentação oficial.
De acordo com a polícia, havia mais dois mandados de prisão expedidos para Santarém, mas os suspeitos foram presos em Uruará e Redenção, também no Pará. Um deles teve um caminhão apreendido em Santarém.
Foram 23 empresas desbloqueadas acarretando a movimentação ilegal de 28.365,06 metros cúbicos de madeira. Ao todo, 12 pessoas foram presas em Belém, Santarém, Redenção, Tucuruí, Uruará e Novo Progresso, no Pará; Maceió, em Alagoas; e Itinga, no Maranhão.

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