“Castanha estava preso desde fevereiro deste ano, quando foi deflagrada a operação Castanheira II” 
Após quase oito meses preso, o empresário Ezequiel Castanha, deixou às 21h30 da noite de quarta-feira (21) o complexo penitenciário de Itaituba. Castanha saiu acompanhado de seus advogados e não deu entrevista a imprensa que cercava o local.
Castanha chegou em Novo Progresso na tarde desta quinta-feira (22), por volta das 17:30 horas,  segundo funcionário da empresa de propriedade do empresário, o patrão Ezequiel Castanha foi recebido com festa por familiares após ser solto, comentou.

O empresário estava preso desde fevereiro deste ano, quando foi deflagrada a operação Castanheira II e obteve um habeas corpus na ultima quarta-feira(21).
Castanha deveria ser monitorado por pulseira eletrônica, como não havia disponibilidade deste equipamento em Itaituba, ficou determinado que Castanha tem que se apresentar todo dia 10 e 20 de cada mês no fórum da Comarca de Novo Progresso.
Castanha também assinou um termo que não poderá se ausentar do município, somente com autorização da justiça.
Castanha Foi liberado pela justiça após ter processo concluso, agora Castanha aguarda em liberdade o Julgamento que deverá acontecer nos próximos meses. Se condenado pode pegar até 54 anos de prisão.
Ezequiel Castanha permaneceu preso por exatos oito meses e mesmo estando livre, ainda responde pela série de crimes descobertos na Operação Castanheira.
Regalias
O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e o MPF denunciaram no mês de março uma série de regalias na cela de Ezequiel Castanha no CRRI, como a existência de aparelho de ginástica, cafeteira, frigobar, impressora, televisão, notebook e internet.
Segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), a cela foi vistoriada teve retirados objetos não permitidos. O notebook e impressora pertenciam a outro detento que possuía autorização judicial para uso dos equipamentos. A Susipe informou ainda que o diretor da unidade foi exonerado.
Entenda o Caso
Ezequiel foi preso em fevereiro acusado de liderar uma quadrilha que invadia terras públicas, desmatava, incendiava as áreas para formação de pastos e vendia as terras como fazendas, de acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF). Ainda segundo a denúncia, o grupo é acusado de atuar na área que representa cerca de 10% de todo o desmatamento da Amazônia de 2012 a 2014. Na época da prisão, o advogado de Ezequiel afirmou que as acusações são infundadas e que seu cliente é um empreendedor bem-sucedido, vítima de inveja. Para o Jornal Folha do Progresso Castanha em 2014 afirmou em entrevista que a mais de quatro anos não desmatava na região. “Eu não desmato mais, isto é coisa do Giovane, estão jogando a culpa pra mim, disse Castanha”.
Junto com ele, foi preso pela Polícia e Força Nacional em Novo Progresso Edivaldo Dalla Riva, conhecido por “Paraguaio”.
Um terceiro mandado foi contra o empresário Geovani Marcelino Pascoal, conhecido por “Geovani do Hotel Miranda”, que está foragido.
Os presos foram encaminhados para Itaituba, onde permaneceram recolhidos ao Centro de Recuperação do Sistema Penal até o dia 11 de Março, quando foi realizada a audiência.
Segundo informações do Ibama de Novo Progresso, já existia mandado de prisão preventiva para Edivaldo Dalla Riva, decretado na Operação Castanheira em Agosto de 2014.
Os presos são considerados pelo Ibama como desmatadores compulsivos e estão respondendo na justiça por desmatamento em potencial em cometimento de prática ilícita ambiental.
Por: Jornal Folha do Progresso