domingo, 29 de novembro de 2015

Paraense morreu vítima do Zika vírus

O Ministério da Saúde confirmou, neste sábado (28), a segunda morte relacionada ao vírus Zika. Trata-se de uma adolescente de 16 anos, do município de Benevides, na Região Metropolitana de Belém, que veio a óbito no final de outubro.
Segundo o Ministério, com suspeita inicial de dengue, notificada em 6 de outubro, ela apresentou dor de cabeça, náuseas e petéquias (pontos vermelhos na pele e mucosas). A coleta de sangue foi realizada sete dias após o início dos sintomas, em 29 de setembro. O teste foi positivo para Zika, confirmado e repetido.

O primeiro caso confirmado pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém, foi de um homem com histórico de lúpus e de uso crônico de medicamentos corticoides, morador de São Luís, do Maranhão. Com suspeita de  dengue, foi realizada coleta de amostra de sangue e fragmentos de vísceras (cérebro, fígado, baço, rim, pulmão e coração) e enviadas ao IEC. O exame laboratorial apresentou resultado negativo para dengue. Com a técnica RT-PCR, foi detectado o genoma do vírus Zika no sangue e vísceras.
De acordo com o MS, as confirmações reforçam os chamados para uma mobilização nacional para conter o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação da dengue, zika e chikungunya. “O êxito dessa medida exige uma ação nacional, que envolve a União, os estados, os municípios e a toda a sociedade brasileira. O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as ações e mobilização”, disse, em nota.
MICROCEFALIA
O Ministério da Saúde confirmou ainda a relação entre o vírus Zika e o surto de microcefalia na região Nordeste. O IEC encaminhou o resultado de exames realizados em um bebê, nascida no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e tecidos, foi identificada a presença do vírus Zika.
As investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.
(DOL)

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