terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Acusado de matar policial alegou que só queria roubar arma, diz polícia

O suspeito de matar a subtenente da Polícia Militar, Silvia Margarida Sousa, em Santarém, oeste do Pará, alegou a polícia que a intenção era apenas roubar a arma da vítima. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (15), na delegacia de Polícia Civil.

A subtenente foi morta com um tiro na cabeça na manhã de segunda-feira (14), quando caminhava na Avenida Plácido de Castro, bairro Caranazal. O acusado Sebastião de Sousa Barbosa Neto foi preso no município de Rurópolis, no sudoeste paraense, por porte de drogas na tarde do mesmo dia. De acordo com informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Segup), após a prisão, o suspeito confessou ter atirado contra a policial militar.
motivação, ele alegou que seria apenas para roubar a arma e no momento do roubo, a subtenente reagiu por isso ele atirou na policial"
diretor da Seccional de PC, Del. Nelson Silva

De acordo com o diretor da delegacia de Polícia Civil de Santarém, delegado Nelson Silva, as informações repassadas a polícia de Rurópoliscomprovam a ação do criminoso. “Pelo que o suspeito passou, pelas informações que ele colocou na delegacia é que foi por acaso, foi pela arma de fogo, uma pistola ponto 40. Não havia no momento ou não foi comprovado que a intensão era apenas executar ela [a policial militar]. Ele foi interrogado e confessou essa versão. A motivação, ele alegou que seria apenas para roubar a arma e no momento do roubo, a subtenente reagiu por isso ele atirou na policial”.
Subtenente da PM Silvia
Margarida Campos de
Sousa, de 44 anos
(Foto: Arquivo Pessoal)

Ainda segundo Silva, a polícia investiga se a arma utilizada no crime foi ou não a da subtenente. “Ele disse que depois do crime, ficou com duas a armas. Há informações em alguns vídeos que quando ele desce da moto, ele já sai com a arma na mão. Acreditamos que a arma que ele utilizou foi a dele mesmo. Esse vídeo que está rodando nas redes sócias não é ele, porque logo após o crime, ele preparou a sua fuga, foi até o [quilômetro] 145, não sabemos se foi de moto ou de carro, pegou um ônibus e seguiu para Rurópolis, levando drogas”.

Segundo informações repassadas à polícia por uma empresa de ônibus, antes de chegar a cidade, o suspeito desceu e seguiu em direção ao mercado municipal. Foi durante patrulhamento que a polícia de Rurópolis conseguiu prender o homem, que apresentava atitude suspeita. Depois que polícia divulgou fotos em um aplicativo de mensagens instantâneas, foi comprovado que se tratava do homem apontado como autor da morte da subtenente. Uma moto foi apreendida e a polícia trabalha para localizar a arma usada no crime.

O comandante geral da Polícia Militar no Pará, coronel Roberto Campos, pediu a população para que se tranquilize. Ele informou que a polícia vai punir pessoas que estão postando fotos e vídeos na internet, causando terror e pânico. “Esses trotes através das redes sociais não são bons para a sociedade. O sistema de segurança pública está na rua para combater esse tipo de trote. Então acreditem no sistema de segurança pública, já demos uma resposta desse crime, e não é momento de brincar. Existem programas para descobrir e esses autores, que serão presos e responsáveis por esse ato”, afirmou.

O suspeito já responde a três inquéritos policiais em Santarém, um em Juruti e outro em Itaituba. Ele foi autuado por tráfico de drogas em Rurópolis. O delegado Jardel Guimarães instaurou um inquérito por latrocínio, formação de quadrilha e organização criminosa. O suspeito prestou depoimento nesta terça-feira. Pessoas que foram vítimas do suspeito podem acionar o sistema de segurança pública pelo telefone 181.

Onda de violência
Em um balanço inicial, o diretor da 16ª Seccional de Polícia Civil, delegado Nelson Silva, informou que a onda de violência em Santarém na segunda-feira (14), terminou com 12 pessoas baleadas, sendo que sete ficaram feridas e cinco morreram, incluindo a subtenente da PM Silvia Margarida Sousa. Segundo ele, todos os casos serão apurados pela Divisão de Homicídio. Os registros de baleamentos em vários pontos da cidade iniciaram horas após a subtenente ser morta com um tiro na cabeça no bairro Caranazal.

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