terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Pará já tem 42 casos de zika

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) divulgou ontem o 13º Informe Epidemiológico sobre a situação da dengue, zika e chikungunya no Pará. Segundo esse boletim, o Estado tem 4.780 casos confirmados até 18 de dezembro, um aumento de 48,35% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 3.222 ocorrências.
Ao todo, 5 mortes por dengue foram confirmadas este ano, sendo duas na capital e 3 em Altamira, Irituia e Rurópolis. A morte ocorrida em Breves, relatada no último informe, foi descartada por ter tido resultado laboratorial para leptospirose.
A Sespa também informou que, neste ano, foram registrados 42 casos de zika no Estado. Todas as ocorrências foram confirmadas pelo Instituto Evandro Chagas (IEC) como autócones - quando a doença é contraída dentro do município.
O tratamento para a zika é apenas paliativo, de suporte e de correção de sequelas. Logo, segundo a secretaria, é preciso diminuir a incidência do Aedes aegypti, mosquito transmissor. A febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a, no máximo, 7 dias. A Sespa diz que não há registro de morte provocada pela doença no Pará, mas o Ministério da Saúde confirmou, no dia 28 de novembro, a morte de uma adolescente, em Benevides, causada pelo vírus.
SINTOMAS
Em relação ao vírus da febre chikungunya, não há registros de transmissões ocorridas dentro do Estado. Em 2015, 14 casos importados foram confirmados no Pará, por critério laboratorial adotado pelo IEC. Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti.
Os sintomas são parecidos, como febre e dores musculares, mas as doenças têm gravidades diferentes, sendo a dengue a mais perigosa. Esta doença, que pode ser provocada por 4 sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza no corpo. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.
O chikungunya provoca principalmente intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos, segundo a Sespa. Complicações sérias e morte são raras. (Com informações da Sespa)

DENGUE
Com 1.156 casos confirmados, Belém lidera o ranking dos municípios com maior ocorrência da dengue, seguida por Parauapebas (369), Altamira (257), Senador José Porfírio (184), Canaã dos Carajás (148), Alenquer (128), Ananindeua (118), Breves (115), Marabá (72) e Santarém (32).
(Diário do Pará)

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