Os caminhoneiros que bloqueavam o tráfego na rodovia BR-230, a Transamazônica, liberaram o trânsito na via por volta de 11h30 desta terça-feira (29). O trecho da estrada perto de Itaituba havia sido fechado na última quinta (24), quando os motoristas protestaram contra a interdição do acesso ao terminal de grãos de Miritituba por um grupo de sem-teto.
Os caminhoneiros alegavam que, com o protesto dos sem-teto, não conseguem escoar sua carga. Ceca de 500 caminhões chegaram a ficar parados na rodovia e no pátio de cargas das empresas que operam no terminal.
Vista do rio Tapajós; governo planeja usina em uma das regiões mais preservadas da Amazônia  (Foto: Greenpeace Fabio Nascimento)Vista do rio Tapajós; governo planeja usina em uma
das regiões mais preservadas da Amazônia (Foto:
Greenpeace Fabio Nascimento)
Uma análise encomendada pelo Greenpeace denuncia a existência de "problemas graves" no estudo e relatório de impacto ambiental (EIA/Rima) da usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, em planejamento pelo governo federal no oeste do Pará.

O material, assinado por cientistas do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Museu Paraense Emílio Goeldi e Universidade Federal de Pernambuco, conclui que o estudo falha em seu principal objetivo: prever o impacto da obra sobre uma das regiões de floresta mais preservadas do Brasil.
 Jansen Zuanon, do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Foto: Reprodução)Jansen Zuanon, do Instituto de Pesquisas da
Amazônia (Foto: Reprodução)
O Tapajós é um dos últimos grandes rios amazônicos sem barragens e a nova fronteira de megaprojetos do governo federal de usinas na Amazônia

Ao menos 40 grandes hidrelétricas estão atualmente em construção ou planejamento na bacia amazônica.

Em fase de licenciamento ambiental, a usina de São Luiz do Tapajós é a maior delas e considerada uma prioridade pelo governo.