segunda-feira, 2 de maio de 2016

Começa a campanha de vacinação contra aftosa em Santarém e região

A campanha de vacinação contra a febre aftosa em Santarém e municípios do oeste do Pará começou nesta segunda-feira (2). Para o ano de 2016, a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) pretende vacinar 100% de bovinos e bubalinos pertencentes a todos os criadores da região. A primeira etapa da campanha vai até o dia 31 de maio e visa vacinar todos os animais, independente da faixa etária.
A campanha ocorre em todo o território paraense, exceto nos municípios de Faro e Terra Santa, por acompanharem o calendário de vacinação do estado do Amazonas, e no arquipélogo do Marajó. De acordo com o gerente regional da Adepará, André Reale, estudos mostram que imunização contra a doença tem durabilidade de até oito meses, por isso duas campanhas são realizadas no ano para garantir a eficácia da vacina.

O Pará é detentor do 5º maior rebanho bovino e maior rebanho bubalino do Brasil com status de estado livre de febre aftosa, reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O estado se destaca entre os com a maior cobertura vacinal contra a doença desde 2014.
Importância da vacinação
A Adepará reforça a importância da vacinação para que nenhuma doença comprometa os rebanhos, principalmente a febre aftosa. Além das mortes dos animais, a doença reflete também em prejuízos econômicos causados pelas barreiras comerciais com outros estados e países. Em 2015, os produtores vacinaram 98% do rebanho.

Confirmação
Além da vacinação, Reale ressalta que o produtor que comprou e realizou a vacinação do rebanho já pode ir até a sede da Adepará e fazer a confirmação, que tem prazo até 15 de junho.
Para confirmar a vacinação, os pecuaristas devem ter em mãos a nota fiscal da compra das vacinas e a relação do rebanho.

Economia
O presidente do Sindicato Rural de Santarém (Sirsan), Adriano Maraschin destaca que com a nossa região livre de febre aftosa, a economia acaba se fortalecendo. "Só da região de Santarém estamos mandando para os estados vizinhos cerca de duas mil cabeças de gado por mês. Isso dá um incremento na economia do município de R$ 2 milhões de reais em média. A princípio são os produtores que pegam esse montante e distribuem nos mercados locais", afirma.

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